| Autor(es) / Coautor(es) : Vera Lúcia Ferreira Mendes, Vera Lúcia Ferreira Mendes, Luana Almeida Magalhães, Daniella Sampaio Zorzi, Mariana Fernandes Campos, Flavia Cardoso, Sílvia Daniella Reis Guedes, Luiz Augusto de Paula Souza |
INTRODUÇÃO: O ato de cuidar implica ações que envolvem a responsabilização com o outro, pois abarca o acolhimento, a escuta ao sujeito, o respeito por sua dor e por sua história de vida. Nesse sentido, o profissional de saúde precisa ser capaz de responder
se uma determinada ação de saúde proporciona competências e habilidades sociais e afetivas aos sujeitos de uma determinada população, de maneira que amplie a potência de se colocarem em relação com o outro, ou seja, de fomentarem seus modos de interagir,
de formar comunidade e de singularizar suas existências. Desta forma, a partir da noção de clínica ampliada, a articulação entre as equipes de PSF e a equipe de referência do NASF proporcionaria a produção de mecanismos de aproximação e de
comprometimento entre os profissionais de saúde e os usuários, permitindo maior qualidade do trabalho de cada equipe, empoderando os profissionais e os pacientes. OBJETIVO: Analisar como o uso da técnica de conversação, enquanto tecnologia facilitadora,
pode auxiliar em mudanças na prática profissional. MÉTODO: Estudo de caso clínico de uma ESF em conjunto com uma equipe de NASF da região Sul do município de São Paulo. Foram analisadas as discussões realizadas semanalmente pela ESF com a equipe do
NASF sobre o caso investigado, para verificar as transformações no discurso e na prática dos profissionais, em termos de possibilidades de operar mudanças em seu manejo clínico. RESULTADO: A discussão com o NASF permitiu à ESF ampliar o olhar sobre a
intervenção, vislumbrando a valorização do sujeito em suas reais possibilidades de saúde e de circulação social. A partir daí, buscamos constituir uma rede de apoio social para a manutenção dos cuidados ao paciente. Observou-se que a ESF percebeu que era
capaz de realizar cuidados no caso em questão, por meio de intervenções compartilhadas com a equipe do NASF. O grau de autonomia dos profissionais pode ser avaliado pelas possibilidades de estabelecer compromisso e contato com o outro, a partir da escuta
para as necessidades reais do sujeito. CONCLUSÃO: Uma clínica compartilhada, como a aqui sugerida, deve se pautar pela valorização da escuta, da palavra, da educação em saúde e do apoio psicossocial. A subjetividade e a cultura das instituições são também
influenciadas pelo protagonismo dos grupos, sobretudo quando estes desenvolvem práticas em saúde, simultaneamente, mais integradas e integrais.
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