AUDIÇÃO DE RECÉM NASCIDOS DE MÃES QUE FIZERAM USO DE ANTIMALÁRICOS NA GESTAÇÃO
Autor(es) / Coautor(es) : Isabel Cristiane Kuniyoshi, Virgínia Braz da Silva, Marília Silva Nunes Botelho, Carla Fabíola Lopes Gama, Rogério Batista de Souza, Cristiane Bouez Bouchabki, Isabel Cristiane Kuniyoshi



A integridade do sistema auditivo periférico e central é fundamental para o desenvolvimento da linguagem, sendo os primeiros anos de vida considerados como um período crítico para seu desenvolvimento. A
incidência da malária na região norte é maior que nas outras regiões do país, consequentemente, o uso de antimaláricos é mais freqüente. A literatura é clara e objetiva quando se refere ao uso de medicamentos
antimaláricos como fator desencadeador de alterações auditivas e vestibulares, portanto, considerados ototóxicos e vestibulotóxicos. É ainda possível encontrarmos citações específicas na literatura sobre a
ototoxicidade congênita, a qual acomete o feto por via transplancentária. O uso do antimalárico no período gestacional não pode ser suspenso, pois o mesmo é essencial para a vida materna. Portanto, o objetivo
do trabalho foi caracterizar a audição de recém-nascidos de mães que fizeram uso de antimaláricos na gestação. Participaram deste estudo 17 recém nascidos de 0 a 3 meses de idade, cujas mães fizeram uso de
antimaláricos durante a gestação. Os sujeitos foram submetidos à avaliação com o potencial evocado auditivo de tronco encefálico. O estudo evidenciou que os sexos estavam equilibradamente distribuídos; o
antimalárico mais utilizado foi a cloroquina em 82,3% (n=14) das mães; o período gestacional que foi utilizado o antimalárico foi mais prevalente no 1° trimestre, em 41,2% (n=7) das mães, e no 3° trimestre, em
41,2% (n=7). O resultado do potencial evocado auditivo de tronco encefálico mostrou que 11,8% (n=2) dos recém-nascidos apresentaram perda auditiva neurossensorial unilateral de grau leve e 88,2% (n=15)
apresentaram resultado normal. A literatura enfoca que a malária na gestação não é considerada como indicador de risco para surdez, o que faz de nossos achados relevantes no meio acadêmico e científico,
principalmente para os recém-nascidos cujas mães foram infectadas pela malária na gestação.



Dados de publicao
Pgina(s) : p.2482
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